08 out
Se for pra renascer, que seja no melhor estilo possível. É justamente esse o clima que a música “Eternal”, do Fabø, dá ao vídeo de apresentação do TribalTech Reborn, que vai rolar no próximo sábado, dia 11, na Fazenda Heimari, em Piraquara (PR). 

O brasileiro manja das batidas que se avolumam e explodem em grooves, e demonstra que sabe construir, com muito traquejo, uma faixa-tema pra lá de empolgante. Também, a familiaridade com a eletrônica vem das residências nos Clubs Vibe e Warung Beach Club, de Curitiba. 

Fabø vai tocar no TribalTech Reborn, no palco Warung, às 10h30 do dia 12. Se fôssemos você, não perderíamos. No aquecimento, recomendamos que você baixe essa faixa exclusiva, aqui ó:




Aproveita para conhecer mais esse talento com a entrevista que fizemos com ele: 

Skol Beats: Como surgiu a faixa "Eternal", que é a trilha do TribalTech Reborn?
Fabø: Fui olhando o vídeo e imaginando os tipos de timbres que combinavam com o tema, que era meio cinzento e tinha deserto, o cara com a máscara de gás todo de preto. Procurei o que poderia combinar com tudo isso e montei tudo devagar - acredito que demorei uns 5 dias. Gravei uns vocais falando “Reborn”, barulhos de vento, e utilizei alguns samples de fogo queimando madeira no começo.
Fiquei muito feliz de receber esse convite, pois sempre quis fazer uma trilha. Queria agradecer ao Jeje, ao Dudu e a toda a equipe pela oportunidade.


Skol Beats: Quando começou a tocar e de que maneira teve contato com a música eletrônica?
Fabø: Comecei ouvindo drum n bass em 2005.  Em 2006 ,conheci o Pako e formamos o Rolldabeetz. Acho que a partir daí a coisa não teve mais volta.

Skol Beats: Curitiba tem uma autoria forte na música eletrônica brasileira. Quais são as peculiaridades do som produzido lá e como você se insere na cena curitibana?
Fabø: Acredito que, aqui em Curitiba, apesar de ter vários produtores, cada um possui uma própria característica. Não consigo enxergar uma característica peculiar. 

Skol Beats: Qual a matéria-prima para o seu som e como é seu processo criativo?
Fabø: Ultimamente tenho utilizado mais hardwares, e tem sido uma experiência nova e estimuladora. No meu processo criativo não existe uma fórmula, começo meio que em uma brincadeira com qualquer instrumento, ou de qualquer barulho legal. Qualquer som pode dar inicio a uma música.

Skol Beats:  De onde vêm suas influências?
Fabø: De toda boa música.

Skol Beats: Como está sua expectativa para o TribalTech? Está ansioso para conferir o set de alguém?
Fabø: Nem consigo mais dormir, a expectativa está gigante!!! Quero muito ver o Mathew Jonson, Kevin Saunderson, Marcus Worgull e a turma da Playperview: Dake e HNQO. 

Skol Beats: O que você anda ouvindo ultimamente? Tem levado isso para o seu som?
Fabø: Nitzer Ebb, The Human League e Joy Division, sempre. Savages e Warpaint ta,mbém são bandas que tenho ouvido bastante ultimamente, e certamente (e talvez inconscientemente) levo isso pro meu som de alguma maneira.

Skol Beats: Qual sua memória musical favorita?
Fabø: Difícil dizer uma só, mas fico entre os shows do Prodigy, The XX, Moby, Bjork e Beastie Boys. 
TribalTech Reborn
11 de outubro de 2014
Fazenda Heimari - Piraquara (PR)
Mais informações: www.tribaltech.art.br
Capacidade: 20 mil pessoas
Censura: 18 anos

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